Resenha do livro “Sem Rivais”

UMA QUESTÃO DE ESCOLHA

“Sem Rivais” trata-se de um livro de autoria de Lisa Bevere publicado no Brasil pela Chara Editora em março de 2017, sendo sua 1º edição em português. Lisa é autora best-seller e, juntamente com seu marido John Bevere, fundou o Messenger Internacional. Com uma abordagem autêntica, dedicada e divertida atinge milhares de pessoas ao redor do mundo com seus livros dos quais podemos também destacar “A Força de Ser Mulher”, “O Despertar da Leoa” e “Mulheres com Espadas”. Em “Sem Rivais”, a autora convida os leitores, sobretudo as mulheres, a abraçarem sua identidade e propósito em uma era de confusão e comparação. A obra é um convite para amar sem temor, acreditar de maneira extravagante e ter esperanças sem medida.

Alertando-nos de que temos uma identidade sem rivais, Lisa inicia seu livro nos inspirando a ser o que sabemos que podemos ser em Cristo ao colocar que é preciso ter piedade e desenvolver a habilidade de adotar o ponto de vista de Deus, ou seja, que devemos reconhecer a forma como Ele enxerga as pessoas, pois somente assim conseguiremos aceitar a maneira como Ele nos vê. Uma vez compreendido isso, passamos a entender que somos únicas. Assim, quando deixamos de competir pelo que nunca foi destinado a nós, passamos a ter energia para descobrir o que é verdadeiramente nosso. Nesse contexto, Lisa (por meio de uma de suas experiências com Deus) nos ensina que Ele não ama Seus filhos igualmente, mas sim ama de maneira única, pois “igual” implica que o amor pode ser medido e o amor de Deus não pode ser medido. Podemos concluir, então, que se entendermos que somos únicas e sabermos quem de fato somos, teremos conhecimento do que está disponível para nós.

Lisa nos convida, ainda, a aprofundar nosso relacionamento com o Senhor ao mostrar que existe uma grande diferença entre saber sobre Deus e ouvir a um Deus que fala com você. A fim de que possamos compreender, a autora compara esse fato com a diferença que existe entre conhecermos sobre o fogo e experimentar sua luz, seu aquecimento e seu poder de queima. Nosso Deus é inigualável, e o conceito que temos Dele será refletido em nós, assim, a maneira como conduzimos nossa vida irá revelar o quanto conhecemos a Deus. Precisamos nos posicionar a nos identificar com Deus com base em quem Ele é e não em quem nós somos, dessa forma nós realmente conseguiremos compreender que de fato somos tudo aquilo que Ele diz que somos.

“Quando você descobre que é um herdeiro, Deus muda seu nome”. Com essa frase, a autora nos faz refletir sobre as promessas de Deus, promessas sem rivais. Quando recebemos um “novo” nome, inicia-se um processo de mudança de natureza em nós e, consequentemente, somos direcionados a um novo destino. Experimentamos isso quando nascemos de novo ao entregar nossas vidas a Jesus. As promessas de Deus passam a gerar sonhos em nós, sonhos estes vindos diretamente de Seu coração.

Se somos únicas, não devemos nos comparar com os outros. O corajoso não ousa comparar, mesmo que essa comparação o coloque no topo, afinal entende que ainda existem muitas etapas pela frente a serem vencidas. Essa visão de que existe “mais” adiante dele o incentiva a crescer. Lisa define a palavra comparação da seguinte forma: “A comparação é um refúgio para o covarde que não ousa acreditar que existe algo mais”. Lembre-se: não há nada que já esteja tão bom que não possa melhorar.

Embora sejamos filhas sem rivais, a autora ressalta em sua obra que isso não significa que não encontraremos rivais pelo caminho, assim como dizer que somos luz (MT 5:14) não quer dizer que nós nunca enfrentaremos a escuridão. Independentemente de quais sejam as razões de um rival, nós podemos nos beneficiar com a rivalidade ao lembrar de dois aspectos importantes sobre controle: você não pode controlar e não é responsável pelo que os outros dizem, pensam, fazem ou sentem; você pode controlar e é responsável pelo que você diz, pensa, faz e sente. Com tais considerações, a autora nos conduz a refletir se os rivais que encontraremos pelo caminho irão nos derrubar ou despertar o que há de melhor em nós. Jesus nos diz para guardarmos nosso coração, Sua palavra e promessas. E o que estamos fazendo com o que Ele nos disse? Segundo Lisa, temos que silenciar os ruídos que atrapalham e desenvolver nossa habilidade de estarmos sintonizadas com a voz do Senhor. Ele não nos encorajaria a fazer isso se não ansiasse primeiro em falar conosco. Ou seja, a escolha é nossa. Podemos agradecer a Deus por estar usando um “rival” para nos refinar e reposicionar, ou podemos lamentar. Podemos reclamar ou podemos orar e cantar. A escolha é e sempre será somente nossa.

Conforme vamos avançando na leitura do livro, passamos a compreender o fato de que não podemos controlar as ações e reações das pessoas com quem nos relacionamos, porém podemos sempre escolher nossa resposta a elas. E o mais importante: não devemos depender das atitudes das pessoas para, então, escolhermos nossa resposta. Existe uma rivalidade entre o amor e o medo e essa rivalidade é real em nosso dia a dia. Lisa nos ensina que “O amor escolhe. O medo reage.”. Sendo assim, ela nos aconselha a amar mesmo assim; a fazer o bem assim mesmo; a ser honesto assim mesmo; a pensar grande assim mesmo; a ajudar as pessoas assim mesmo e dar ao mundo o melhor de nós, apesar das situações e circunstâncias. Se queremos construir uma vida que vai além dos rivais, então devemos viver além da razão e da capacidade humanas. A autora nos lembra, ainda, de que o amor crê no melhor, o que é muito diferente de exigir o melhor, assim, não podemos esperar que as pessoas sejam para nós o que somente Jesus pode ser.

Ao evidenciar que existem dois tipos de pessoas,  “poço profundo” (fontes que trazem frescor a outros através de experiências vividas que teriam enlameado e poluído outros poços, mas sua água permaneceu pura) e “poço de desejo” (querem ouvir o que desejam e não a verdade bíblica), Lisa inicia um dos dez capítulos que seu livro possui com a seguinte frase de Charles Spurgeon “As provações nos ensinam o que somos; elas cavam o solo, e nos deixam ver do que somos feitos”. Ela nos ensina que as provações e tribulações limpam o chão e removem o que impede crescimento futuro – além de nos ensinar quem Deus é –, pois com um solo seco e estéril, muito da água da Palavra de Deus não terá sucesso em ser absorvida em nossa vida. Precisamos ter um jardim resistente, mas um coração gentil.

Assim, o livro caminha para o final quando a autora nos conduz, de forma desafiadora, a refletir naquilo que estamos vivendo e quais tem sido nossas escolhas diante daquilo que Deus já fez e disponibilizou para nós. Podemos fazer a escolha de ter uma vida sem rivais, uma vida que pode ser construída apenas pelo Espírito Santo, pois não fomos criadas para a comparação, mas para o Filho de Deus. Se nos mantermos ocupadas olhando para quem nós não somos ou para quem a outra pessoa é, se torna difícil enxergarmos quem realmente somos. Precisamos saber quem somos em Cristo para, então, desfrutarmos em plenitude de tudo o que está disponível para nós, lembrando sempre de que os ataques que sofremos em nossa vida têm muito mais a ver com quem nós podemos ser no futuro do que com quem fomos no passado. Jesus nos fez assim: únicas.

 

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